Pesquisa de fotógrafos experimentais

    artista: Man Ray        obra: Preta e Branca

  A fotografia “Preta e Branca” (1926), de Man Ray, já no título traz um jogo de sentidos. Há um trocadilho: tendemos a ler a imagem da esquerda para a direita, primeiro o rosto da mulher e depois a máscara, enquanto o título se apresenta ao contrário. Além disso, o nome da obra é sugestivo por remeter tanto ao preto e branco da fotografia quanto à oposição racial e cultural presente na cena.
  Nela vemos uma mulher branca segurando uma máscara africana. O contraste visual é intenso e guiado pela luz. No rosto da modelo, a iluminação ressalta a pele, criando delicadeza e suavidade. Já a máscara, iluminada de modo diferente, evidencia rigidez e textura, reforçando a oposição entre o humano e o inanimado.

     artista: Liz Nielsen obra: She Loves Me...


    Em "She Loves Me...", Nielsen apresenta fotogramas únicos em pequena escala, implementando uma nova técnica à mão. Baseando-se em sua técnica de "pintura com luz", como ela a chama, a artista combinou desenho e pintura em sua prática. Composições mais representativas serão vistas na exposição, onde os padrões desenhados por Nielsen criam forma e textura em sua obra. Como a artista tem feito ultimamente composições predominantemente grandes e abstratas, essas pinturas com luz representam uma mudança importante em sua obra – tanto em escala quanto em estilo. A abordagem inovadora de Nielsen subverte o método tradicional da fotografia analógica, pois ela orquestra cuidadosamente a exposição de papel sensível à luz a diferentes fontes de luz e formas negativas feitas à mão. Trabalhando sem câmera, a câmara escura é onde toda a "pintura" de Nielsen ocorre, enquanto ela brinca meticulosamente com a luz para criar cada obra única. She LOVES me… é imaginada como uma floricultura – o título é uma referência à popular frase e brincadeira em que uma pessoa remove as pétalas de uma flor, uma a uma, enquanto diz as palavras “ela me ama, ela não me ama...”(Bem-me-quer, mal me quer...). Nielsen criou obras inspiradas em naturezas-mortas, cada uma composta por exuberantes conjuntos botânicos, repletos de cor e textura. Os fotogramas serão pendurados ao redor do anexo, tanto nas paredes quanto nas prateleiras, permitindo que o espectador sinta como se estivesse entrando em uma loja florida e exuberante. Nielsen descreve cada natureza-morta como uma obra íntima, onde a luz e o amor atuam como meios etéreos – partículas e ondas que não podemos tocar, mas que sentimos internamente e sentimos intensamente. Com isso em mente, a artista não está apenas “pintando com luz”, mas também com amor, tornando cada obra semelhante a um buquê de flores dado a um ente querido como um presente atencioso – um objeto especial, altamente selecionado e simbólico de afeto.

   artista: S.G. Koezle and Willy Oster
   obra: Black Lights

  #587 faz parte de uma série de 52 obras, que foram criadas durante e sob a influência da pandemia, entre 2020 e 2022. A série se chama 'BLACK LIGHTS ou Luz no Fim do Túnel' e foi generosamente financiada pelo Estado da Renânia do Norte-Vestfália (Alemanha), com o objetivo de apoiar artistas em tempos de dificuldades causadas pela pandemia.
  O passe-partout e a moldura exibidos são sugestões recomendadas para a apresentação da obra, mas não fazem parte da peça entregue — embora uma borda branca esteja, naturalmente, incluída.

   artista: Walter Peterhans obra: Schlafende



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